sábado, 27 de março de 2010
Barca em reforma
Essa barca está em reformas. Creio que logo o drakkar estará na ativa novamente. Só tenho que consertar algumas coisas... um mastro aqui, uma parte do casco ali, um trecho do html acolá, e assim vai.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Fantasia e Verdade
Aqueles que me conhecem sabem que posso ser considerado um leitor "animado". E é verdade. Ler é realmente muito importante para mim. Mas não gosto de ler qualquer coisa. Existe um gênero de literatura que me fascina muito mais do que qualquer outro, e esse gênero é a fantasia.
Ainda me lembro, como se fosse ontem, o que senti ao ler meu primeiro livro de fantasia, O Sobrinho do Mago, o primeiro da série As Crônicas de Narnia, de C.S. Lewis. Cara, aquilo foi demais! Viajei através dos mundos, junto com Digory e Polly, passando por Charn e seu sol já velho e vermelho. Cruzei o bosque entre os mundos, onde o tempo parecia não existir. Cheguei até a densa escuridão de um mundo que ainda não havia sido criado. E acompanhei, deslumbrado, a canção do Leão, dando forma a Narnia. Entre essas viagens, descobri a literatura que me fazia sonhar. Descobri a minha literatura.
A partir de então, nunca mais parei. Passei por todas As Crônicas de Narnia; o magno universo de O Senhor dos Anéis, Silmarillion e O Hobbit, de J.R.R. Tolkien; Eragon, Eldest e Brisingr (e continuo na espera do derradeiro e misterioso livro do Ciclo da Herança), de Christopher Paolini; experimentei fenômenos mundiais como a série do bruxo Harry Potter, de J.K. Rowling; Percy Jackson, a divertida série criada a partir da mitologia grega, de Rick Riordan; clássicos como O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, e sua polêmica resposta, Maligna, de Gregory Maguire; a série comprida e cheia de ciclos de Deltora Quest, de Emily Rodda; a pouco conhecida, porém muito boa série Rangers, de John Flanagan; a série brasileira Angus, de Orlando Paes Filho, que, embora vindo de tão próximo de nós, faz muito mais sucesso fora de nosso país.
E a lista continua. E não creio que vá parar. Afinal de contas, o barco deste viking que vos fala navega sempre em direção a duas coisas: a fantasia e a Verdade.
Durante minhas peregrinações pelos diferentes mundos da fantasia, pude perceber o quão eficaz ela é como ferramenta para apontar a realidade. Existem casos onde o uso de analogias pode exemplificar muito bem alguma verdade. Aprendi isso quando li pela primeira vez um livro de As Crônicas de Narnia. O modo como C.S. Lewis faz paralelos com o nosso mundo, com a Verdade, abre nossa mente para significados que vão além daqueles com que somos acostumados. As figuras e ilustrações utilizadas podem realmente ser de grande valia para o aprendizado de uma mensagem, como dito por C.S. Lewis em seu ensaio entitulado Três maneiras de escrever para crianças:
Ainda me lembro, como se fosse ontem, o que senti ao ler meu primeiro livro de fantasia, O Sobrinho do Mago, o primeiro da série As Crônicas de Narnia, de C.S. Lewis. Cara, aquilo foi demais! Viajei através dos mundos, junto com Digory e Polly, passando por Charn e seu sol já velho e vermelho. Cruzei o bosque entre os mundos, onde o tempo parecia não existir. Cheguei até a densa escuridão de um mundo que ainda não havia sido criado. E acompanhei, deslumbrado, a canção do Leão, dando forma a Narnia. Entre essas viagens, descobri a literatura que me fazia sonhar. Descobri a minha literatura.
A partir de então, nunca mais parei. Passei por todas As Crônicas de Narnia; o magno universo de O Senhor dos Anéis, Silmarillion e O Hobbit, de J.R.R. Tolkien; Eragon, Eldest e Brisingr (e continuo na espera do derradeiro e misterioso livro do Ciclo da Herança), de Christopher Paolini; experimentei fenômenos mundiais como a série do bruxo Harry Potter, de J.K. Rowling; Percy Jackson, a divertida série criada a partir da mitologia grega, de Rick Riordan; clássicos como O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, e sua polêmica resposta, Maligna, de Gregory Maguire; a série comprida e cheia de ciclos de Deltora Quest, de Emily Rodda; a pouco conhecida, porém muito boa série Rangers, de John Flanagan; a série brasileira Angus, de Orlando Paes Filho, que, embora vindo de tão próximo de nós, faz muito mais sucesso fora de nosso país.
E a lista continua. E não creio que vá parar. Afinal de contas, o barco deste viking que vos fala navega sempre em direção a duas coisas: a fantasia e a Verdade.
Durante minhas peregrinações pelos diferentes mundos da fantasia, pude perceber o quão eficaz ela é como ferramenta para apontar a realidade. Existem casos onde o uso de analogias pode exemplificar muito bem alguma verdade. Aprendi isso quando li pela primeira vez um livro de As Crônicas de Narnia. O modo como C.S. Lewis faz paralelos com o nosso mundo, com a Verdade, abre nossa mente para significados que vão além daqueles com que somos acostumados. As figuras e ilustrações utilizadas podem realmente ser de grande valia para o aprendizado de uma mensagem, como dito por C.S. Lewis em seu ensaio entitulado Três maneiras de escrever para crianças:
A terceira maneira, a única que sou capaz de usar, consiste em escrever uma história para crianças porque é a melhor forma artística de expressar algo que você quer dizer.Um problema, no entanto, é bem comum. Muitas vezes, já me deparei com pessoas que condenam certos livros de fantasia por se apegarem demais a detalhes da história. Ao entender que há analogias no texto, elas cometem o engano de atribuir significado a todas as minúcias da história. Nesses casos, as pessoas deixam de lado o amplo e real sentido com o qual a história foi feita. Por exemplo: no livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, o segundo da série As Crônicas de Narnia, em uma cena onde Pedro mata o lobo Maugrim que ameaçava suas irmãs, poderíamos tirar algumas lições, como o fato de Pedro ter defendido sua família apesar do medo que sentia. Mas há quem tire como foco principal que lobos são bichos raivosos e devemos matá-los a qualquer custo. Embora muitas vezes se aplique, não são os detalhes que são importantes, e sim o acontecimento como um todo. Quando tentamos extrair muito das minúcias do texto, corremos sério risco de "viajarmos" demais e acharmos falsas lições que o autor não teve intenção de passar (o velho erro de se tentar achar "chifre em cabeça de cavalo"). E, pior ainda, corremos o risco de deixar passar a verdadeira moral da história. Sobre isso, também no mesmo ensaio, C.S. Lewis escreve ao leitor de livros de fantasia:
(...) Deixe que as imagens lhe contem qual é a moral delas, pois sua moral intrínseca nasce naturalmente das raízes espirituais que você conseguiu lançar no decurso de sua vida. Por outro lado, se elas não lhe mostrarem moral nenhuma, não queira inventá-la. A moral inventada provavelmente será um lugar-comum, ou mesmo uma falsidade, colhida a esmo da superfície da sua consciência. (...) A única moral que vale alguma coisa é a que brota inevitavelmente de toda a estrutura de caráter do autor.Quando o objetivo real da mensagem é captado, a fantasia serve como uma excelente ferramenta para mostrarmos uma verdade. É claro que a ficção não é suficiente por si só, mas é uma maneira eficaz de se ilustrar uma verdade. E, em casos como As Crônicas de Narnia, é eficaz não só em apontar para verdades. Acima de tudo, aponta para a Verdade.
sexta-feira, 19 de março de 2010
O viking embarca
Sim. Eu fiz um blog. Já havia pensado em fazer um antes, mas não levei a idéia adiante. Ontem, porém, ao ver um blog muito legal de um amigo, resolvi criar meu espaço também. Não que isso signifique que eu seja uma pessoa tão interessante a ponto de alguém querer ler o que eu escrevo. Não. Como eu disse, eu apenas fiz um blog. Pretendo escrever alguma coisa nesse blog também, não que isso signifique que alguém vai ler. Se alguém não tiver nada pra fazer e quiser gastar um pouco do seu tempo lendo aquilo que pretendo escrever aqui, por mim tudo bem. Caso contrário, se eu for a única pessoa a ler quando tiver vontade, por mim tudo bem também. Mas isso me leva a uma pergunta importante que, confesso, não me veio à mente no momento em que estava criando o blog: Que assuntos serão falados por aqueles que, junto comigo, vierem a embarcar em meu drakkar?
Bom, eu sou o jarl aqui, e essa é minha barca. Trataremos, portanto, de coisas que eu curto. O que exatamente são essas coisas? Ah, isso a gente vê com o tempo.
Convido-o, caro amigo, a contemplar o balanço de meu barco sobre as águas geladas. Ele irá resistir às tempestades? Isso apenas o tempo poderá dizer. E você só vai poder descobrir se vier à bordo.
O jarl já embarcou. Se a viagem é longa, não sei dizer. Isso vai depender de para onde o vento nos levar. Mas uma coisa é certa:
A barca do viking está pronta para zarpar.
Bom, eu sou o jarl aqui, e essa é minha barca. Trataremos, portanto, de coisas que eu curto. O que exatamente são essas coisas? Ah, isso a gente vê com o tempo.
Convido-o, caro amigo, a contemplar o balanço de meu barco sobre as águas geladas. Ele irá resistir às tempestades? Isso apenas o tempo poderá dizer. E você só vai poder descobrir se vier à bordo.
O jarl já embarcou. Se a viagem é longa, não sei dizer. Isso vai depender de para onde o vento nos levar. Mas uma coisa é certa:
A barca do viking está pronta para zarpar.
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